Queda de passageiros atinge aeroportos de Marília e Presidente Prudente

O fluxo de passageiros nos aeroportos do interior paulista apresentou retração ao longo do último ano, com impacto direto em cidades do Oeste do Estado. Marília e Presidente Prudente estão entre os municípios que registraram redução na movimentação aérea, segundo números consolidados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em Marília, o cenário é de queda acentuada. O terminal local perdeu mais de um quarto do seu público em um intervalo de 12 meses, evidenciando a diminuição da demanda por voos comerciais. A redução também aparece em indicadores operacionais, como a relação entre passageiros transportados e a distância percorrida pelas aeronaves, o que aponta menor aproveitamento das rotas disponíveis.

Com participação residual no total estadual de embarques e desembarques, o aeroporto de Marília figura entre os de menor movimentação em São Paulo, refletindo as dificuldades enfrentadas pelo setor aéreo regional e a limitação de opções de voos para a população.

Em Presidente Prudente, a retração foi mais moderada, mas igualmente significativa. O aeroporto registrou diminuição no número de passageiros ao longo do período analisado, consequência direta da redução da oferta de voos após o encerramento das atividades de uma companhia aérea que operava no município. A mudança impactou a conectividade da cidade com outros polos do país.

Mesmo com a queda, Presidente Prudente mantém desempenho superior ao de outros aeroportos do interior, ocupando posição intermediária no ranking estadual de movimentação, o que demonstra a importância estratégica do terminal para a região.

O levantamento da Anac evidencia um comportamento desigual no interior paulista. Enquanto alguns aeroportos enfrentam retração e perda de protagonismo, outros conseguiram expandir suas operações e atrair mais passageiros, reforçando a concentração do transporte aéreo em poucos polos regionais.

O cenário reacende o debate sobre investimentos, ampliação da malha aérea e políticas públicas voltadas à aviação regional, fundamentais para garantir competitividade, desenvolvimento econômico e maior integração entre as cidades do interior e os grandes centros urbanos.